El Comercio De La República - Irã ataca setor energético do Golfo com ameaça de intensificar bombardeios

Lima -
Irã ataca setor energético do Golfo com ameaça de intensificar bombardeios

Irã ataca setor energético do Golfo com ameaça de intensificar bombardeios

O Irã lançou na noite desta quarta-feira (18) uma série de ataques contra instalações energéticas nos países da região do Golfo após sofrer um novo revés: a morte de seu ministro da Inteligência, assassinado em um ataque reivindicado por Israel.

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O líder supremo, Mojtaba Khamenei, advertiu que os responsáveis pelo ataque pagarão pelo sangue derramado, após uma série de assassinatos de altos dirigentes.

Israel matou nesta quarta-feira o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib, um dia depois de anunciar que havia eliminado o poderoso e influente chefe do Conselho Superior de Segurança Nacional, Ali Larijani.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, informou que Khatib foi "eliminado" em um bombardeio noturno e anunciou que seu governo deu carta branca ao Exército para eliminar qualquer dirigente da república islâmica que esteja na mira.

A Guarda Revolucionária, o Exército ideológico da República Islâmica, ameaçou na noite desta quarta-feira intensificar seus ataques caso o setor energético iraniano volte a ser alvo, após um bombardeio contra uma importante instalação de gás.

"Advertimos mais uma vez que cometeram um grave erro ao atacar a infraestrutura energética da República Islâmica, cuja resposta já está em curso", anunciou a Guarda em um comunicado divulgado pela mídia iraniana.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, advertiu que os ataques contra infraestruturas energéticas podem ter "consequências incontroláveis", depois que o enorme campo de gás South Pars–North Dome foi alvo de um ataque.

O Irã lançou na noite desta quarta-feira uma série de ataques contra instalações energéticas na região, especialmente contra a maior instalação de gás do mundo, no Catar, onde houve "danos consideráveis".

O governo do Catar anunciou posteriormente a expulsão de dois diplomatas iranianos.

A isso se soma o problema do bloqueio do Estreito de Ormuz, principal via do comércio marítimo de hidrocarbonetos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está em disputa com seus aliados para que o ajudem em uma missão militar para reabrir essa passagem.

- Nova alta do petróleo -

O novo líder supremo iraniano prestou homenagem nesta quarta-feira a Ali Larijani, cujo funeral está previsto para quinta-feira na cidade sagrada de Qom, e prometeu vingar sua morte.

Embora "muito enfraquecida devido aos ataques contra seus dirigentes e suas capacidades militares", a República Islâmica segue de pé, reconheceu a chefe dos serviços de inteligência dos Estados Unidos, Tulsi Gabbard, perante o Congresso americano.

Uma das principais consequências desse conflito para a economia mundial é a alta do preço dos hidrocarbonetos. A cotação do Brent subiu quase 5% nesta quarta-feira.

Para conter o aumento do preço da gasolina provocado pela guerra, Washington anunciou uma isenção de 60 dias à Lei Jones, permitindo que embarcações de bandeira estrangeira transportem carga entre portos dos Estados Unidos.

Além disso, foi emitida uma licença para autorizar certas transações entre entidades americanas e a estatal petrolífera da Venezuela, PDVSA.

O presidente americano voltou a denunciar a recusa de seus aliados em ajudar a garantir a segurança no Estreito de Ormuz, por onde, em condições normais, passa cerca de um quinto do comércio mundial de hidrocarbonetos.

Essa grave crise energética tem consequências em todo o mundo. A companhia aérea SAS anunciou o cancelamento de pelo menos mil voos em abril, poucos dias depois de já ter aumentado suas tarifas, e a Itália aprovou um decreto para reduzir os preços dos combustíveis.

No Líbano, segundo principal front da guerra, Israel mantém sua ofensiva contra o movimento xiita pró-iraniano Hezbollah.

O centro de Beirute foi atingido por ataques israelenses que deixaram 12 mortos, entre eles um responsável de um canal de televisão do Hezbollah.

Por sua vez, a União Europeia instou Israel a cessar suas operações no Líbano, preocupada com uma situação humanitária já "catastrófica", com mais de um milhão de deslocados.

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F.Fuentes--ECdLR