El Comercio De La República - Epidemia de ebola na República Democrática do Congo deixa quatro mortos

Lima -
Epidemia de ebola na República Democrática do Congo deixa quatro mortos
Epidemia de ebola na República Democrática do Congo deixa quatro mortos / foto: John Wessels - AFP/Arquivos

Epidemia de ebola na República Democrática do Congo deixa quatro mortos

Uma epidemia de ebola foi declarada na província de Ituri, leste da República Democrática do Congo (RDC), uma região devastada por conflitos armados, informou a agência de saúde da União Africana (UA) nesta sexta-feira (15).

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Quatro mortes foram atribuídas ao vírus após exames em laboratório. O país também registrou 246 casos suspeitos, 65 deles fatais, segundo o Africa CDC.

"Confirmamos uma epidemia de doença pelo vírus ebola na província de Ituri", escreveu na rede social X a agência com sede na Etiópia.

O vírus ebola é mortal em muitos casos, apesar das vacinas e tratamentos recentes.

A febre hemorrágica altamente contagiosa causou 15.000 mortes na África nos últimos 50 anos.

O surto mais letal na RDC, registrado entre 2018 e 2020, deixou 2.300 mortos de um total de 3.500 doentes.

A presença do vírus foi confirmada em 13 das 20 amostras analisadas em Kinshasa, capital da RDC, segundo a agência de saúde. "Quatro mortes foram registradas entre os casos confirmados em laboratório".

O surto anterior na RDC, declarado em agosto de 2025 no centro do país, provocou pelo menos 34 mortes antes de ser erradicado em dezembro.

A transmissão humana do vírus ocorre por fluidos corporais e seus principais sintomas são febre, vômitos, hemorragias e diarreia.

As pessoas infectadas só se tornam contagiosas após o aparecimento dos sintomas, depois de um período de incubação de dois a 21 dias.

O Ministério da Saúde de Uganda confirmou, nesta sexta-feira, um caso de ebola e informou que um homem morreu da doença depois de viajar da República Democrática do Congo.

"O Ministério da Saúde confirmou hoje [sexta-feira] um surto da doença pelo vírus ebola Bundibugyo", indicou em um comunicado, acrescentando que o homem, de 59 anos, morreu no Hospital Muçulmano de Kibuli, na capital, Kampala.

P.Peña--ECdLR